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sexta-feira, 13 de fevereiro de 2015

Carnaval na Vila St. Gallen


Fala Galera! 

A Vila St. Gallen, em Teresópolis, está com uma programação especial para os dias de folia. Nas tardes de 14 e 15 de fevereiro, a partir das 13h, o restaurante Harlekin Pub traz a roda de samba Quintal do Céu, para animar a serra carioca. Já nos dias 16 e 17, a diversão está garantida no Biergarten, que será tomado por um chorinho. Uma ótima oportunidade para degustar o Harlekin Ananás (R$ 9,00 a caneca de 200ml;), chope de verão criado pelo cervejeiro Gabriel Di Martino, harmonizando com o Camarão Tropical (R$ 48,00), camarão rosa médio, empanado na cerveja da estação e coco seco, servido com molho de moqueca, criado pelo chef Thiago Flores. O grupo se apresenta na segunda às 18h e na terça às 20h.
Vila St Gallen – Rua Augusto do Amaral Peixoto, 166, Alto – Teresópolis. Tel.: (21) 2642-1575. Quintas-feiras das 19h à 00h; sextas-feiras das 12h à 00h30; sábados e feriados das 12h à 00h30; domingos das 12h às 19h. www.vilastgallen.com.br

Excelente opção, principalmente para os cariocas, passarem o carnaval com um pouco mais de qualidade.
Abraços a todos!
Bom feriado!

quinta-feira, 13 de dezembro de 2012

Visita à Cervejaria Heineken



Segunda feira, 03 de dezembro de 2012, um belo grupo de entusiastas da cerveja teve a oportunidade de conhecer a Fábrica da Cervejaria Heineken em Jacareí, São Paulo.

Fomos muito bem recebidos no auditório da Cervejaria, onde conhecemos todo o portfólio da cervejaria no País e recebemos breve explicação sobre o funcionamento da fábrica, bem como algumas curiosidades sobre a cerveja Heineken. A Cervejaria Heineken é responsável hoje pela produção das cervejas nacionais Kaiser, Bavária, Xingu e Sol.

Algumas curiosidades:

O período de fermentação mais maturação das cervejas fabricadas pela cervejaria é de 15 dias, com exceção da cerveja Heineken que é de 35 dias e da Kaiser Bock, 22 dias.

A Heineken é a única que fermenta e matura em tinas deitadas, ou seja, na horizontal. O motivo é para ampliar a superfície de exposição ao ar.

A Cerveja Heineken utiliza a mesma cepa de levedura desde a sua primeira fabricação. Conhecida como Levedura A (A Yeast).

O famoso barrilzinho da Heineken (5 litros) tem seu sistema patenteado pela marca e é produzido somente na Holanda. O Barril de Kaiser agora é produzido com o mesmo sistema também na Holanda. Conta com uma cápsula de CO2 que deixa a espuma mais densa e cremosa, assemelhando-se ao chope.

A Cervejaria Heineken conta com 850 análises de controle de qualidade para todos os seus produtos.

Depois fomos conhecer a cervejaria propriamente dita. Foi a primeira vez que tive contato com algo desse porte. As tinas de fermentação são gigantescas, assustadoras. A área de envasamento deve caber pelo menos umas 15 microcervejarias. 



Parte inferior das tinas.

Parte superior das tinas.

Laboratório de Analises.

Controle de qualidade.

Área de envase.


A Fábrica ainda conta com um laboratório de análises e uma área de reparo dos equipamentos (essa área parece Box de F1).

No final tivemos uma degustação guiada por um dos maiores nomes da cerveja no Brasil, o meu mestre e professor Alfredo Luiz Barcelos.

Não pode faltar o chope na teta da vaca!


Um dia de muito aprendizado. Sem dúvida.

segunda-feira, 26 de novembro de 2012

Museu Cervejaria da Bohemia

Sala do Mestre


Na última sexta-feira, fui com um grupo de amigos visitar o Museu Cervejaria da Bohemia em Petrópolis a cidade da pedra, no Rio de Janeiro.

Transporte do aeroporto até a cervejaria.


A fábrica foi construída em 1853 e a maioria dos equipamentos originais continua lá. É um verdadeiro patrimônio que está muito bem conservado. A fábrica  foi reativada e está em pleno funcionamento. 

O passeio é maravilhoso. Uma verdadeira viagem através da história da cerveja contada por fotos, vídeos e textos que mostram todas as épocas, desde os sumérios, civilização a quem é creditada a descoberta da cerveja até os dias atuais. Vale destacar que essa parte da visitação conta realmente a história da cerveja no mundo e não apenas da Cervejaria Bohemia. Inclusive no final há explicações sobre todos os estilos de cerveja, mesmo aqueles não praticados pela marca. É a divulgação e fomento da cultura cervejeira em seu mais alto grau de excelência.




Na segunda parte conhecemos a sala do mestre cervejeiro (foto no ínicio), onde vemos equipamentos e fotos históricas e aí sim temos um vídeo contando a historia da Cervejaria Bohemia.

Depois fomos conhecer os ingredientes, água, malte, lúpulo e levedura, tudo extremamente bem explicado. Ainda podemos provar o malte pilsen, o malte de trigo e de aveia. São deliciosos.

Germinação do malte.

Por último conhecemos o processo de fabricação e aí encontramos as tinas de cobre do século retrasado, muito bem conservadas, parecem novas. Na última etapa abre-se uma camara e o choppeiro nos presenteia com uma Bohemia Pilsen direto da fonte. Cerveja viva é outro patamar.
Cozinha quente.

Tina de cobre.
Bohemia da fonte.

A viagem toda conta com muita interatividade, o que torna o passeio muito gostoso e não cansativo, principalmente para os apaixonados por cerveja. Sempre ficava pra trás na turma, querendo ler tudo e fotografar. Na última sessão é possível compartilhar fotos nas mídias sociais dentro da própria cervejaria.

Cada uma das sessões vale um post exclusivo. Elas contam com muitas informações sobre a cerveja. Num único texto é impossível passar tudo o que vemos e aprendemos.

Para finalizar fomos almoçar, e claro, tomar cerveja. Tivemos o melhor da gastronomia alemã.

Um dia espetacular, a visita é obrigatória para amantes da cerveja e sua cultura.

Agradeço ao pessoal da Bohemia pela oportunidade.



Um abraço a todos.

segunda-feira, 23 de julho de 2012

Antares Pub


Durante minha visita a Buenos Aires, por ocasiões que o destino nos coloca, acabei conhecendo os dois pubs da Antares. O primeiro fica próximo do centro gastronômico de Palermo. O segundo fica no Bairro Las Cañitas.

Por falta de tempo, e por ser um pouco longe do hotel, minha ida ao Antares foi programada para ser rápida, na realidade era um “esquenta” para o melhor jantar que eu faria na Argentina. Sobre isso, falarei em outro momento.





Sempre tive certa aversão a esses “menu degustação” de chopps da casa. Creio ser plenamente possível avaliar uma cerveja em 65 ml, mas jamais curti-la como realmente deve ser. Por essa razão, até esse dia, nunca havia surfado nessa onda, e desejei fortemente ter continuado assim após o tombo.
Eram 8 chopps. O serviço é legal, as cervejas são colocadas na ordem correta para degustar. Porém a divergência de sabores entre os estilos são tantas que o paladar começa a ficar sobrecarregado. É essencial um pãozinho e uma águinha entre cada mini chopp. O problema, por ser doses mínimas, a cerveja esquenta muito rapidamente. Minha preferida foi a Cream Stout e acho que pelo menos 50% dos “chopinhos” estavam oxidado. Assim foi. Vamos jantar.


Bom para comparar a persistência de espuma.


Dois dias passaram, estávamos indo a casa de Hambúrgueres mais famosa da região, a Oficina. No caminho, reparei em outro pub da Antares, mas não era o combinado. Entretanto, quando chegamos ao local, estranhamente, estava fechado. Era tarde, a fome batia, e o mais coerente foi irmos ao Antares. E aí sim a mágica aconteceu.

Começando pelo atendimento, que além de eficaz e atencioso, foi feito pela atendente mais linda que já vi na vida. Não pensei. UNO CREAM STOUT AHORA! Foi a melhor stout que tomei na terra do Dieguito.



Se a vontade era hambúrguer, o Antares atendeu, e não fez feio. Se a carne estivesse no ponto certo, seria um belíssimo lanche. Destaque para o belo molho barbecue. Uma beleza, ainda mais com uma Stout.



Enfim, a impressão final da Antares é que se trata da Colorado deles. Melhor distribuição, bons estilos, alguns carros-chefes e aquela que, se você quer uma cerveja bacana, nunca vai te deixar na mão.

Paguei, perdi o metrô (só até as 22:30) e voltei para San Martin, não antes de parar no Buller que fica em frente ao hotel e pedir mais um chopinho IPA.



Dia seguinte era o aeroporto.

"Tengo que ir, pero no puedo esperar a volver."

quinta-feira, 19 de julho de 2012

Cruzat Beer House



Podemos dizer que o Cruzat é um bar temático. Remete as Cruzadas (dã), templários e a era medieval. Fica dentro de uma galeria na Corrientes, uma das principais avenidas de Buenos Aires. Com certeza vale a pena uma bela caminhada por ela.



A Galeria é belíssima, com vários bistrôs, cafés e restaurantes envoltos por árvores e plantas, dando um clima “clean”. Por um momento esquecemos que estamos ao lado da movimentada corrientes.

Cheguei na hora do almoço, estava bem movimentado, e uma garota esperta cuidava do atendimento de todo o salão. Ao dar uma volta pelo bar, tive a sensação de que a casa passava por uma reforma, principalmente no andar de cima, que estava bem bagunçado.




O Cruzat oferece uma bela carta de cervejas Argentinas. Porém de tiradas eles trabalham, ou pelo menos estavam trabalhando, apenas com Antares. O destaque era uma Belgian India Pale Ale sazonal, bem interessante, amarga, com toque mais acentuado de ésteres frutados, e  mais condimentada. Muito bacana.




Para acompanhar pedi um Hot Burrito, que de hot não tinha nada, mas estava sensacional. Destaque para a bela Guacamole. O que mais sai lá parace que são tapas, a tradicional entrada espanhola.





Com certeza gostaria de ter passado um tempo a mais lá, porém o tempo era curto, e os lugares para conhecer, muitos.





Abraços

sexta-feira, 13 de julho de 2012

Buller Brewing Company


Era feriado nacional na Argentina, 20/06, dia da bandeira. Achar um Pub aberto na hora do almoço não foi fácil, o que me salvou foi o Guia Ciudad Cervecera que o Diego havia me entregado na noite anterior, no Cervelar. Liguei para os locais listados e encontrei o brewpub Buller em funcionamento.
Primeiro um comentário sobre o dia em si, era comum ver bandeiras hasteadas nas sacadas das residências em Buenos Aires. Muito bonito, tentarei adotar essa prática aqui esse ano.

Maltes Pilsen, Caramelo, Chocolate e Lúpulo.


O Brewpub fica na Recoleta, em frente ao cemitério onde está enterrado o corpo da heroína Evita Perón.

Tanques de fermentação.




O ambiente é grande, não havia quase ninguém no local, e fomos prontamente e muito bem atendidos pelo Barman que nos deixou a vontade e mostrou as cervejas que eles faziam. O Buller serve apenas cervejas tiradas (chopp) que eles produzem lá mesmo, não há cervejas de outras micros Argentinas. Os estilos são: Pilsen, Weiss, Honeybeer, India Pale Ale, Oktoberfest e Dry Stout.

Fiquei na dúvida se experimentava assa Honey ou um Oktoberfest, o barman, muito ligado esclareceu-me tudo me dando uma “dose” da honey para experimentar. Fui de Oktober, boa cerveja, maltes presentes, tostados, final seco, direta e gostosa de tomar. Para acompanhar mini empanadas, estavam uma delícia.

Oktoberfest


Enquanto degustava, uma mão tocou nas minhas costas. Eu estava com a camisa do Panela e o homem, Daniel Llinas, veio me cumprimentar e entregar panfletos do 5 Festivas Internacional de Cerveza Artesanal. Ocorrerá nos dias 18 e 19 de agosto e ele disse que homebrewers brasileiros podem participar. Para saber mais: www.elconcursocervecero.com.ar .

Daniel é uma pessoa bem agradável, já foi vencedor do concurso, e disse que espera em breve  abrir uma micro e levar sua cerveja, a EL TORO NEGRO, ao grande público. Esteve no Brasil algumas vezes e conheceu cervejeiros sensacionais por aqui, como Alexandre Bazzo, Marcelo Carneiro, Samuca Bodebrown, Falcone. Pediu para mandar um abraço a eles (como se eu os visse todo dia). Deixo o abraço registrado aqui.

Na sequência, e como não podia deixar de ser naquele dia de calor, uma India Pale Ale. Com certeza a melhor cerveja que tomei na Argentina. Excelente corpo, muito aromática, lúpulo intenso, amargor afiado e agradável e o malte dando suporte. Um espetáculo, ainda mais ao lado de uma bela tábua de Quesos e Fiambres.




Antes de ir embora, o barman me apresentou a Buller´s Queen Beer. Uma cerveja comemorativa dos 12 anos do brewpub. Tive que levar uma para casa. Trata-se de uma cerveja de guarda, refermentada na garrafa, feita com adição de mel e maturada em carvalho Francês. Essa eu vou tomar mais pra frente, com outros amigos, e depois passo as impressões.

Slash cuidando das beldades.


O Buller é outro lugar imperdível quando o assunto é cerveja em Buenos Aires.

Abraços

http://www.bullerpub.com/ 

segunda-feira, 9 de julho de 2012

Cervelar - Tienda de Cervezes

Esse post inaugura os textos sobre minha viagem cervejeira a Argentina. Pude conferir o mercado deles e fazer uma comparação com o nosso.

A Viagem começa no Cervelar, a Tienda de Cervezas!




Esta foi a primeira loja/empório de cervejas que visitei em Buenos Aires. Com certeza, se alguém me falasse para citar apenas um lugar para ir na Argentina, tratando-se de cervejas, seria esse.

O motivo é simples, é disparado o local com a maior variedade de cervejas artesanais dos hermanos que encontrei. Além disso conta com chopps e cervejas na prateleira que você pode gelar lá para consumir. O único porém que encontrei foi o atendimento, o pior de toda a Argentina, duas meninas mal-humoradas, que pouco entendiam sobre cervejas e pareciam não querer atender ninguém. Fora isso, várias vezes fui ao local em horários que, segundo o site, deveria estar aberto e surpreendentemente encontrava-se cerrado. Lamentável.

Argentinas

Importadas
Mas vamos à parte boa, no primeiro dia, além de conhecer o Diego Collini, um dos professores do curso de Sommelier de Cervejas na Argentina e ganhar o Guia de La Ciudad Cervecera, tomei o chopp Katmandu IPA. Uma boa cerveja, cumpre o serviço de ter sabor do lúpulo presente e o malte equilibrando as coisas. Podia ser um pouco mais intensa. Enquanto degustava e conversava com o Diego, vi cachorros quentes, ou melhor,panchos passando por todos os lados, e pensei, vou ter que comer um desses, mas não seria aquele dia.




Na sequencia uma Deleuze Dubbel, para tentar conter o frio. Fazia tempos que um dubbel não me mostrava algo mais que toques adocicados e frutados, essa tinha um tostadinho mais presente e algumas especiarias legais. Gostei!

Deleuze

La segunda visita. Voltei para tomar cervejas que amigos brasileños indicaram-me e que não achei em nenhum outro pub argentino. A primeira foi a Sixtoffer IPA, que harmonizei com o pancho Frankfurt (o real motivo de eu voltar lá) e a segunda a La Loggia Imperial Stout, ambas em bottegas.


Essa India Pale Ale marcou. Estava intensa, com personalidade, sabor lupulado, amarga, bom corpo, enfim, uma bela cerveja.

De sobremesa, a La Loggia (antiga Monte Cristo) Imperial Stout. Essa eu esperava um pouco mais, faltou complexidade, foi apenas um misto de maltes torrados e álcool, eu adorei, não me entenda mal, mas eu adoro qualquer Imperial Stout, o destaque dela vai para o corpo, bem denso e licoroso, lembra muito a Petroleum nesse aspecto.

Lembrei que também pedi um chopp Kraken Dry-Stout que estava completamente azedo/ácido e que trocaram sem nem mesmo experimentar, confiando totalmente no cliente. Ponto para a menina mal-humorada. Também sei elogiar.



Enfim, o Cervelar é o melhor lugar para se tomar/comprar Cervezas Artesanales Argentinas, e como eu não fui a Buenos Aires para tomar cervejas brasileiras... passeis excelentes momentos lá.

http://www.cervelar.com.ar/